Alckmin diz que paralisação tem razão política e avisa que vai exigir punição para metroviários

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O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), classificou a paralisação dos metroviários nesta quinta-feira (5) em São Paulo como uma “deliberação política” e avisou que vai cobrar uma “punição grave” do sindicato da categoria por descumprimento da ordem judicial. A Justiça determinou 100% da frota em funcionamento nos horários de pico.

Alckmin disse que o governo fez “todo um trabalho para evitar a greve, com um aumento real de 8,7%, bem acima da inflação”. O governador também disse que o vale-alimentação passou de R$ 247 para R$ 290 e o vale-refeição, de R$ 615 para R$ 670. Segundo o governador, “o trabalhador não tem nenhuma contrapartida mais” e explicou que “os reajustes somados vão de 10,3% a quase 13% de ganho real”.

— Todo ano isso tem acontecido. É uma deliberação nitidamente política de criar esse caos e descumprimento de ordem judicial, porque a Justiça do Trabalho determinou, como é um serviço essencial, que no horário de pico garantisse 100% [de funcionamento do metrô] e, depois, nos demais horários, 80%.

Alckmin disse que fez “‘n’ propostas” aos metroviários com o objetivo de evitar a paralisação da categoria. Segundo o governador, as negociações foram “subindo até chegarmos ao limite de 8,7% contra uma inflação de 5,2% de maio a maio”. O governador avisou que o Estado chegou ao “limite” com o reajuste proposto e avisou que vai cobrar uma “punição grave” para a categoria pelo descumprimento da ordem judicial.

— Não é cumprida a determinação judicial. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece. Nós já chegamos aos dois dígitos [e aumento], porque são 8,7% no salário, mas o vale-alimentação tem reajuste de 17%, assim como todos os outros reajustes são de dois dígitos. É por isso que eu disse que o aumento para valer é de 10,3% até 13%. A situação agora é aguardar o dissídio do tribunal e a punição. Nós vamos exigir uma punição grave pelo descumprimento da lei.

O governador informou que, por volta das 8h da manhã, alguns trechos do Metrô já haviam voltado a operar normalmente. Nas palavras do governador, “na linha 1-azul, já voltou [o trecho] Ana Rosa-Luz; também [voltou a operar] Ana Rosa-Clínicas na linha 2-verde; Bresser-Santa Cecilia na linha 3; a linha 5 todinha [está] operando; a linha 4 é privada, outro sindicato, não teve nenhuma greve”.

Prejuízo à população

Alckmin classificou como “caos” a paralisação dos metroviários desta quinta-feira. Segundo ele, a greve da categoria “só prejudica a população, porque o trabalhador depende do metrô, garantir o horário de pico e cumprir a determinação do tribunal”.

— O objetivo é causar esse caos. Nós temos o dever de ajudar a população e estamos trabalhando para colocar o maior número de trens em funcionamento. Não há greve na CPTM. Resolvemos tudo na semana passada, assim como a EMTU.

 

Fonte – R7

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